domingo, 1 de agosto de 2010

A Vênus em Mim



A madrugada,
Sente falta.
Carícias noturnas.
Seu corpo,
Pede o meu, o contorno
Exatidão das pernas
Essa noite, sinto-me como
A Vênus de Milo,
impossibilitada de tocar-te.
A noite, portal dos deuses.
Invadem-me e corrompem minha mente
Eu, sentimentaloide de beira de esquina
Me deparo com a poeta dos amores proibidos
Safo me sufoca.
Ela está transgredindo as regras.
Sou mulher!
Sou da Carne.
Sofro.
E ela me tortura.
Pobre criatura, eu.
Privilegiada entre os mortais.
Por possuir seu corpo,
Por têr-te intensamente
Num sopro imortal dos deuses.
Assim como Zeus, que toma o corpo da pobre mortal
A tem em sua totalidade.
A possui. E se vai pela janela do meu quarto.
Como aguia, flor, ou qualquer outra camuflagem.
E eu fico.

Márcia Mascarenhas

Um comentário:

Anônimo disse...

meu amor, meu grande amor. Vc é a minha doce amada. A flor do meu jardim. A estrela do meu céu. As aguas da minha praia. A minha luz nessa escuridão sem fim.
adoro vccccccccccccccccc por de mais minha deusaaa.
Bjssssssss.